Conheça os 5 tipos de pilhas e saiba como usá-las corretamente

Tempo de leitura 5 min
Cartucho de Plotter Original HP é na PORTPowered by Rock Convert

Existem diversos tipos de pilhas e baterias. Presentes em lanternas, relógios, telefones, equipamentos médicos, câmeras fotográficas, instrumentos de medição-aferição, entre outros, elas deixam nossa vida bem mais simples, não é mesmo?

A pilha e a bateria apresentam fonte química de energia elétrica em suas partes internas, que mudam dependendo do modelo escolhido. Ou seja, são elementos capazes de reagir entre si, convertendo a energia liberada na reação química em eletricidade.

Nesse sentido, é necessário conhecer melhor sobre cada modelo de pilha para que você possa usá-la adequadamente. Afinal de contas, quando empregada de forma incorreta, corre-se o risco de passar por problemas. Continue a leitura, conheça os cinco tipos de pilhas e saiba as técnicas adequadas de utilização!

1. Pilha Leclanché

Pilha descartável mais tradicional, foi inventada por Leclanché em 1860. Formada por zinco e dióxido de manganês, esse modelo tem uma ótima relação custo-benefício para quem busca valores baixos e médios de corrente elétrica. Saiba que o potencial das pilhas Leclanché gira em torno de 1,55 volt (V) a 1,74 V em temperatura ambiente.

Entretanto, o maior desafio dessa pilha é que os processos químicos permanecem durante o armazenamento e o tempo em que continua em repouso entre sua utilização, o que pode ocasionar vazamentos.

Para reduzir a ocorrência das possíveis reações, os fabricantes colocam pequenas quantidades de sais de mercúrio solúveis, quelantes, agentes tensoativos, dicromatos e cromatos.

Assim, as pilhas Leclanché passam a contar com elementos como mercúrio, chumbo e cádmio, provocando um conjunto de riscos ao meio ambiente. Logo, é essencial eliminar a pilha em um lugar adequado, para que os recursos naturais não sejam prejudicados.

2. Bateria de chumbo

Este tipo de bateria precisa ser recarregada e tem um potencial de 2 V, no estado carregado, até 1,98 V, quando está descarregada, em temperatura ambiente. É preciso salientar que um conjunto de seis vasos proporciona potencial de 12 V.

As baterias de chumbo ou óxido de chumbo são as industriais, seladas e automotivas. Grande parte delas, depois de usada, é recolhida pelos criadores nacionais por causa do significativo valor comercial internacional de chumbo e porque o Brasil não apresenta minas com esse material.

Existe, porém, um desafio: a estratégia de recuperação mais utilizada pelas organizações é o método pirometalúrgico, no lugar do eletro hidrometalúrgico. Isso contamina o meio ambiente com óxidos de enxofre e chumbo particulado.

 3. Bateria níquel/cádmio

A bateria de Níquel Cádmio foi o segundo modelo de bateria recarregável a ser elaborado. Nele, os polos positivos e negativos estão no mesmo local, com o positivo (anodo) coberto de hidróxido de níquel, e o negativo coberto de material sensível ao cádmio.

Ambos os pólos são isolados por um separador e envolvidos por um produto eletrolítico, que normalmente consiste em uma solução de hidróxido de potássio. Essas baterias eram bastante aplicadas em telefones celulares e sem fio. Com o decorrer do tempo, porém, acabaram substituídas por unidades de hidreto metálico de níquel ou íon-lítio.

Portanto, é muito difícil encontrar o produto do mercado, visto que é altamente poluente e apresenta reduzida capacidade de armazenamento, além de menor vida útil. Nessa bateria, recomenda-se descarregamento total antes da próxima recarga.

4. Pilha alcalina

Embora apresente pouco vazamento e não conte com elementos químicos como chumbo, cádmio e mercúrio, esse modelo de pilha pode ser um grande poluente. Deste modo, a pilha alcalina precisa ser eliminada corretamente para que não ocorram fortes impactos ambientais.

Seu funcionamento é parecido ao das pilhas secas de Leclanché. Entretanto, ao invés de cloreto de amônio, insere-se hidróxido de potássio e de sódio. O elemento faz com que a transferência de elétrons ocorra com maior agilidade, armazenando uma elevada quantidade de energia por tempo superior ao das pilhas tradicionais.

Ela é indicada para equipamentos como players de CD/DVD, mp3, lanternas, câmeras digitais e rádios, apresentando entre 50 e 100% a mais de energia do que pilhas comuns. Contudo, a utilização dessa pilha em controle remoto ocasiona prejuízos aos usuários por causa dos constantes “vazamentos” do material alcalino na parte interna.

Isso ocorre porque o controle remoto é um aparelho que fica diariamente ligado, em standby, esperando algum comando e enviando sinal para o aparelho a cada ativação de botão. Ficar ligado o dia todo aquece as pilhas.

5. Bateria selada

Na bateria selada, é colocado 0,07% de cálcio aos eletrodos de chumbo, o que reduz bastante a decomposição e a perda de água. Além do mais, essas baterias liberam oxigênio no eletrodo positivo e hidrogênio no negativo, criando uma combinação para formar água.

Neste contexto, tal característica não exige a manutenção periódica e faz com que a bateria continue com a mesma quantidade de água durante toda a sua vida útil, de dois a cinco anos. Contudo é fundamental evitar condições de sobrecarga, visto que toda a água da bateria pode ser perdida e, assim, estragar o produto.

Baterias de chumbo-ácido comuns, como as seladas, podem proporcionar uma corrente muito mais elevada em comparação às pilhas comuns. Elas são empregadas em situações nas quais é necessária uma corrente maior, como sistemas de iluminação, automóveis, equipamentos hospitalares, sistema de alarmes e lanternas.

Falar sobre o descarte das pilhas é vital, pois algumas delas apresentam substâncias tóxicas em sua criação, afetando o solo e os lençóis d´água subterrâneos. Logo, essa prática interfere de maneira bastante negativa no meio ambiente em curto, médio e longo prazo. No Brasil é proibido por lei eliminar pilhas e baterias em praias, poços, manguezais e cavidades subterrâneas, por exemplo.

Considerando todo o contexto abordado, é preciso saber destacar os diferentes tipos de pilhas de forma eficiente, pois a preservação do meio ambiente consiste em uma obrigação de todos nós. Mesmo que o Art. 33 da Política Nacional de Resíduos Sólidos exija que a instituição fabricante crie um sistema de logística reversa, não se esqueça de que cada um é responsável pelo descarte correto do material consumido.

E aí, gostou do post? Então aproveite para assinar a nossa newsletter e ficar por dentro desse e de outros assuntos importantes!

PORT, distribuidor oficial da Epson no BrasilPowered by Rock Convert

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Scroll Up