Conheça os 5 tipos de pilhas e saiba como usá-las corretamente

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Existem diversos tipos de pilhas e baterias. Presentes em lanternas, relógios, telefones, equipamentos médicos, câmeras fotográficas, instrumentos de medição/aferição, entre outros, elas deixam nossa vida bem mais simples, não é mesmo?

A pilha e a bateria apresentam fonte química de energia elétrica em suas partes internas, que mudam dependendo do modelo escolhido. Ou seja, são elementos capazes de reagir entre si, convertendo a energia liberada na reação química em eletricidade.

Nesse sentido, é necessário conhecer melhor sobre cada modelo de pilha para que você possa usá-la adequadamente. Afinal de contas, quando empregada de forma incorreta, corre-se o risco de passar por problemas. Continue a leitura, conheça os cinco tipos de pilhas e saiba as técnicas adequadas de utilização!

Por que conhecer os diferentes tipos de pilhas?

Sempre aparece aquela dúvida na hora de comprar pilhas e bateria. Você sabe qual é a ideal para cada situação? Muito além de um simples detalhe, é sempre bom usá-las corretamente para melhorar o desempenho dos seus aparelhos e até a longevidade deles.

Além disso, as pilhas têm formatos diferentes. E caso você não saiba qual é o encaixe certo para o tipo de objeto ou aparelho que pretende usar, é quase impossível realizar a compra correta.

Quais são os principais tipos de pilhas?

Afinal, quais são os tipos mais comuns de pilhas existentes no mercado? Para que não restem dúvidas, vamos apresentar alguns modelos que você precisa conhecer, além da já tradicional pilha alcalina. Vamos conferir?

1. Pilha Leclanché

Pilha descartável mais tradicional, foi inventada por Leclanché em 1860. Formada por zinco e dióxido de manganês, esse modelo tem uma ótima relação custo-benefício para quem busca valores baixos e médios de corrente elétrica. Saiba que o potencial das pilhas Leclanché gira em torno de 1,55 volt (V) a 1,74 V em temperatura ambiente.

Entretanto, o maior desafio dessa pilha é que os processos químicos permanecem durante o armazenamento e o tempo em que continua em repouso entre sua utilização, o que pode ocasionar vazamentos.

Para reduzir a ocorrência das possíveis reações, os fabricantes colocam pequenas quantidades de sais de mercúrio solúveis, quelantes, agentes tensoativos, dicromatos e cromatos.

Assim, as pilhas Leclanché passam a contar com elementos como mercúrio, chumbo e cádmio, provocando um conjunto de riscos ao meio ambiente. Logo, é essencial eliminar a pilha em um lugar adequado, para que os recursos naturais não sejam prejudicados.

2. Bateria de chumbo

Essa bateria precisa ser recarregada e tem um potencial de 2 V, no estado carregado, até 1,98 V, quando está descarregada, em temperatura ambiente. É preciso salientar que um conjunto de seis vasos proporciona potencial de 12 V.

As baterias de chumbo ou óxido de chumbo são as industriais, seladas e automotivas. Grande parte delas, depois de usadas, é recolhida pelos criadores nacionais por causa do significativo valor comercial internacional do chumbo e porque o Brasil não apresenta minas com esse material.

Existe, porém, um desafio: a estratégia de recuperação mais utilizada pelas organizações é o método pirometalúrgico, no lugar do eletrohidrometalúrgico. Isso contamina o meio ambiente com óxidos de enxofre e chumbo particulado.

 3. Bateria níquel/cádmio

A bateria de níquel/cádmio foi o segundo modelo de bateria recarregável a ser elaborado. Nele, os polos positivos e negativos estão no mesmo local, com o positivo (anodo) coberto de hidróxido de níquel e o negativo coberto de material sensível ao cádmio.

Ambos os polos são isolados por um separador e envolvidos por um produto eletrolítico, que normalmente consiste em uma solução de hidróxido de potássio. Essas baterias eram bastante aplicadas em telefones celulares e sem fio. Com o decorrer do tempo, porém, acabaram substituídas por unidades de hidreto metálico de níquel ou íon-lítio.

Portanto, é muito difícil encontrar o produto do mercado, visto que é altamente poluente e apresenta reduzida capacidade de armazenamento, além de menor vida útil. Nessa bateria, recomenda-se descarregamento total antes da próxima recarga.

4. Pilha alcalina

Embora apresente pouco vazamento e não conte com elementos químicos como chumbo, cádmio e mercúrio, esse modelo de pilha pode ser um grande poluente. Desse modo, a pilha alcalina precisa ser eliminada corretamente para que não ocorram fortes impactos ambientais.

Seu funcionamento é parecido com o das pilhas secas de Leclanché. Entretanto, em vez de cloreto de amônio, insere-se hidróxido de potássio e de sódio. O elemento faz com que a transferência de elétrons ocorra com maior agilidade, armazenando uma elevada quantidade de energia por tempo superior ao das pilhas tradicionais.

Ela é indicada para equipamentos como players de CD/DVD, mp3, lanternas, câmeras digitais e rádios, apresentando entre 50 e 100% a mais de energia do que as pilhas comuns. Contudo, a utilização dessa pilha em controle remoto ocasiona prejuízos aos usuários por causa dos constantes “vazamentos” do material alcalino na parte interna.

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Isso ocorre porque o controle remoto é um aparelho que fica diariamente ligado, em standby, esperando algum comando e enviando sinal para o aparelho a cada ativação de botão. Ficar ligado o dia todo aquece as pilhas.

5. Bateria selada

Na bateria selada, é colocado 0,07% de cálcio aos eletrodos de chumbo, o que reduz bastante a decomposição e a perda de água. Além do mais, essas baterias liberam oxigênio no eletrodo positivo e hidrogênio no negativo, criando uma combinação para formar água.

Tal característica não exige a manutenção periódica e faz com que a bateria continue com a mesma quantidade de água durante toda a sua vida útil, de dois a cinco anos. Contudo, é fundamental evitar condições de sobrecarga, visto que toda a água da bateria pode ser perdida e, assim, estragar o produto.

Baterias de chumbo-ácido comuns, como as seladas, podem proporcionar uma corrente muito mais elevada em comparação às pilhas comuns. Elas são empregadas em situações nas quais é necessária uma corrente maior, como sistemas de iluminação, automóveis, equipamentos hospitalares, sistema de alarmes e lanternas.

Como escolher a pilha ideal?

A escolha da pilha correta é muito importante para garantir o bom funcionamento e evitar acidentes com os seus aparelhos. Tamanho, tipo, tecnologia, fabricante… são muitos aspectos que você precisa considerar na hora de fazer uma compra adequadamente. Entenda melhor a seguir.

Considere as características de cada tipo de pilha

São diversos os tipos de pilha, como de zinco, alcalinas, recarregáveis, eletrônicas e auditivas. Cada uma delas é para um aparelho e tecnologia.

As de zinco, por exemplo, servem para itens com baixo consumo de energia, como controles remotos e relógios de parede. Já as alcalinas são indicadas para itens com grandes consumos de energia, como brinquedos e equipamentos eletrônicos em geral.

As pilhas recarregáveis são indicadas para aparelhos que consomem grande energia e são usados com bastante frequência. Já as pilhas eletrônicas são ideais para controles de portões eletrônicos, balanças, chaves de carro, relógios e alguns tipos de brinquedos.

Como o próprio nome sugere, as pilhas auditivas são necessárias para o funcionamento de aparelhos auditivos de diferentes tamanhos.

Compreenda os objetivos do equipamento que será utilizado

A tecnologia e o objetivo de uso do seu equipamento também têm que ser analisados. Alguns aparelhos puxam muita energia, e o consumidor nem sempre percebe essa alta carga sendo usada. Controles de videogame, por exemplo, usam uma grande carga contínua de energia, e isso deve ser levado em consideração.

Fique atento às características do seu equipamento e ao tipo de cada pilha.

Observe o local de encaixar a pilha

Uma coisa simples que passa despercebida é o encaixe da pilha. Ele vai ser essencial para te orientar na hora da sua compra.

A colocação correta dos pontos de contato da pilha também merece atenção. Uma folguinha no ponto positivo do aparelho faz diferença no desempenho e até mesmo no desperdício de energia. Aparelhos que são utilizados com bastante frequência podem sofrer com esse pequeno erro. Por isso, é importante sempre verificar e encaixar a bateria corretamente.

Priorize pilhas mais econômicas

As pilhas mais bem avaliadas ambientalmente falando são, em sua maioria, as mais econômicas. As alcalinas não contêm algumas substâncias específicas que aumentam o seu período de armazenamento sem correr risco de vazar. Com uma estrutura de qualidade e a possibilidade de recarga, é possível evitar o excesso de descartes.

Compre apenas marcas de qualidade

A qualidade de uma pilha passa principalmente pela sua marca fabricante. Mas como identificar uma boa pilha? Esse tipo de objeto vem com as especificações necessárias no rótulo, e é preciso estar atento.

No Brasil, o rótulo deve estar em português e vir com o tamanho da pilha especificado. Além disso, também deve estar indicado se o modelo é alcalino, recarregável, o local de produção e qual é a distribuidora.

Lembre-se de que o descarte das pilhas também merece atenção, pois algumas delas apresentam substâncias tóxicas em sua criação, afetando o solo e os lençóis d´água subterrâneos. Logo, essa prática interfere de maneira bastante negativa no meio ambiente em curto, médio e longo prazo. No Brasil, é proibido por lei eliminar pilhas e baterias em praias, poços, manguezais e cavidades subterrâneas, por exemplo.

Considerando todo o contexto abordado, é preciso saber descartar os diferentes tipos de pilhas de forma eficiente, pois a preservação do meio ambiente consiste em uma obrigação de todos nós. Mesmo que o art. 33 da Política Nacional de Resíduos Sólidos exija que a instituição fabricante crie um sistema de logística reversa, não se esqueça de que cada um é responsável pelo descarte correto do material consumido.

Agora que você já sabe quais são os principais tipos de pilhas, que tal conhecer uma empresa com produtos de qualidade e um ótimo custo-benefício? Acesse o site da PORT e conheça os itens que oferecemos!

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